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Comunidade Tradicional Caiçara

Itacuruçá

As comunidades do Itacuruçá e Pereirinha estão localizadas na Ilha do Cardoso, município de Cananéia, no litoral sul de São Paulo. A Ilha do Cardoso, com seus 15.100 ha, foi transformada em Parque Estadual em 1962 (Decreto n° 40.319) e as comunidades caiçaras que já habitavam o local tiveram que adaptar seu modo de vida às restrições de uma unidade de conservação. Foi com o respaldo do Plano de Manejo de 1998 que os caiçaras passaram a investir no turismo de base comunitária como uma alternativa sustentável de sobrevivência. Desde então, as diretrizes para essa atividade são constantemente discutidas de forma participativa com a gestão do PEIC através do seu Conselho Consultivo e o diálogo entre os diversos agentes envolvidos tem buscado proporcionar melhorias para a cadeia ecoturística local.

Ao longo do Canal do Ararapira, essas duas comunidades são as mais próximas da barra de Cananéia, localizadas na baía de Trapandé, a 6,5 km da cidade. A única forma de chegar até aqui é de barco: a travessia é feita por voadeiras (embarcação de pequeno porte) ou escunas. A praia do ao pé do morro tem uma extensão de 11 Km, apresenta águas calmas, vegetação de restinga preservada, costões rochosos e mangues. Em uma de suas extremidades é banhada pelo rio Perequê, abrigo de uma grande quantidade de peixes e caranguejos e com presença de alta diversidade de pássaros.

Na comunidade está estabelecido o Núcleo Perequê do Parque Estadual da Ilha do Cardoso. A partir da Trilha do Manguezal que atravessa o rio Perequê por uma ponte suspensa, o turista tem acesso às estruturas do Núcleo e a mais dois roteiros ecoturísticos: a Trilha Didática e Poço das Antas.

Uma das atrações mais admiradas pelos visitantes de nossa comunidade é a observação de botos na beira da praia: é possivel tirar fotos e nadar bem pertinho deles.

Nossa comunidade é tradicionalmente caiçara, com forte influência indígena. Os moradores tradicionais apresentam um apurado conhecimento da natureza que é passado de geração em geração e que foi desenvolvido ao longo dos cerca de 450 anos habitando a Ilha em harmonioso convívio com o meio ambiente. A rica cultura caiçara também é cultivada até os dias atuais, incluindo nossa comida típica, festividades tradicionais, pesca artesanal, linguagem, crenças, modo de vida, artesanato e confecção de redes.

A pesca é a nossa principal atividade de subsistência, principalmente a pesca da tainha em cercos e em redes artesanais (tarrafas, feiticeiras, redes de lanço). Em decorrência das restrições impostas pela criação da unidade de conservação (PEIC) em 1962, e com o respaldo do plano de manejo de 1998, o turismo de base comunitária passou a ser uma fonte de renda alternativa e complementar a pesca.

Saiba mais detalhes sobre esta comunidade em (http://www.amoip.blogspot.com.br/)

A seguir a lista das possíveis atividades com a comunidade tradicional caiçara do Itacuruçá:

1. Acolhimento da comunidade

  • Descrição: O visitante é recebido na praia, o acolhedor indica os locais de hospedagem onde é servido um café (ou no restaurante/bar), seguido com passeio pela comunidade, com conversa sobre a cultura caiçara e exposição dos artesanatos em geral (dispostos para a venda).
  • Tempo de visitação: 01h00 a 01h30.

2. Roda de conversa sobre a cultura caiçara e a história da comunidade

  • Descrição: morador tradicional fala sobre a história da comunidade, os desafios com a criação do Parque Estadual da Ilha do Cardoso, os modos de vida caiçara entre outros.
  • Duração: 01h00.

3. Visita ao Cerco Fixo de Pesca, com possibilidade de despesca

  • Descrição: Ida de barco até o cerco, com explicações sobre a arte de pesca caiçara. É possível realizar a despesca do peixe em algumas épocas do ano, para tanto é necessário consultar com antecedência.
  • Tempo de visitação: 01h00.
  • Público: Ideal entre 8 a 10 pessoas.
  • Obs.: Tem que ser feito de dia, na maré parada e baixa.

4. Oficina gastronômica

  • Descrição: Moradoras da comunidade cozinham junto do visitante, na casa onde será servido, bar ou restaurante, alguma dessas opções de prato caiçara: Peixe defumado, assado, caldeirada caiçara e lambe-lambe. Obs: o prato deve ser escolhido com antecedência.
  • Tempo de realização: 1h30 a 2h30.
  • Público: Máximo 8 a 10 pessoas por casa.

5. Apresentação de pesca artesanal

  • Descrição: Na própria praia são mostrados os apetrechos de pesca artesanal, alguns tipos de redes, materiais do cerco e feitas demonstrações de pesca (como é jogada a tarrafa, por exemplo).
  • Tempo de visitação: 2h00.

6. Apresentação de fandango como grupo “Jovens Fandangueiros do Itacuruçá”

  • Descrição: Apresentação de fandango, ritmo caiçara, onde há tradicionalmente um tocador de viola, um de rabeca, um de adulfo (uma espécie de pandeiro) e um de caixa de folia e a melodia sobre fatos do cotidiano caiçara é normalmente cantada em dois, é realizado por jovens moradores do local (possibilidade de forró).
  • Duração média: 2h00.
  • Local onde pode ser feita a apresentação: Bar do Serginho, Restaurante da Ana ou na casa do morador que estiver hospedado.

7. Trilha didático-ecológica

  • Descrição: Trilha com 2 Km de restinga, visita ao Morro das Almas e Sambaqui.
  • Tempo de visitação: 02h00.
  • O que vestir: Tênis, boné, calça comprida, shorts e roupa de banho por baixo.
  • O que levar: Repelente, água, lanche e protetor solar.

8. Trilha do Poço das Antas (piscina natural)

  • Descrição: Trilha com 08 Km de restinga, visitação ao Morro das Almas, Sambaqui e Poço das Antas, ao lado norte da Ilha do Cardoso.
  • Tempo de visitação: Meio período (4 horas).
  • O que vestir: Tênis, boné, calça comprida, shorts e roupa de banho por baixo.
  • O que levar: Repelente, água, lanche e protetor solar.
  • Público: Máximo 15 visitantes por monitor ambiental.

9. Trilha de Ipanema

  • Descrição: Visita ao costão rochoso, marco de posse português, praia, cachoeira, sendo 22 km de caminhada pela praia (ida e volta). Local: Lado norte da Ilha do Cardoso.
  • Tempo de visitação: 6h com 1h00 na cachoeira
  • O que vestir: Tênis, boné, calça comprida, shorts e roupa de banho por baixo.
  • O que levar: Repelente, água, lanche e protetor solar.
  • Público: Máximo 15 visitantes por monitor ambiental.
  • Obs: Tem que ser realizada durante a maré baixa.

10. Passeio (diurno ou noturno) pelo rio Perequê

  • Descrição: O grupo embarcado sobe o rio, desde o manguezal até a restinga baixa no Rio Perequê. Há a possibilidade de avistar animais da fauna silvestre como jacaré de papo amarelo, paca, cachorro do mato.
  • Tempo de visitação: de 40 min a 02h00.
  • O que vestir: Calça comprida e camiseta de manga longa.
  • O que levar: Repelente.
  • Obs: Maior possibilidade de avistar animais na lua escura.

11. Hospedagem domiciliar

  • Descrição: O visitante pode ficar hospedado na casa junto com os moradores da comunidade, camping, ou casa alugada.
  • Obs: Algumas casas não têm energia solar. O chuveiro é a gás. Nos campings o chuveiro é com água fria com possibilidade de ir na casa de um morador para tomar banho quente.

12. Alimentação

  • Local: Restaurante da Ana, Bar do Serginho ou na casa do morador onde está hospedado. No restaurante e no bar pode ser servido como: self-service, buffet, à la carte ou prato feito, com arroz, feijão, salada, peixe frito ou cozido e camarão. Já na casa do morador pode ser feita uma comida típica caiçara.

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fone: (13) 3851-1201 / 98120-1330

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